Até onde vai o papel do treinador

Marco Bello

Setorista do Corinthians desde 2009 pela Rádio Transamérica, Marco Bello acompanha o dia a dia do clube

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Até onde vai o papel do treinador

Coelho tem um mês de trabalho no Corinthians

Foto: Rodrigo Gazzanel /Agência Corinthians

O Corinthians perdeu para o Atlético Mineiro por 2 a 1 em Belo Horizonte, resultado que, claro, revoltou parte da torcida.

Mas, na entrevista coletiva o técnico Coelho estava otimista em relação ao desempenho do time, algo que contrastou com o resultado negativo obtido em campo:

"Foi o que a gente combinou no primeiro dia de treino com os jogadores. Que independente de qualquer situação, dentro e fora de casa, a gente ia fazer com que o torcedor entendesse que a gente ia jogar pra frente. Essa é a minha questão com eles. E eu tenho respostas boas deles (jogadores). Às vezes o resultado não vem, como não veio hoje, mas mais uma vez a gente jogando pra frente, a gente buscando o gol, ofensivamente bem, e quando o time joga pra frente eu fico muito satisfeito".

Os números mostram que Coelho tem razão. No jogo contra o Atlético Mineiro, o Corinthians teve 13 finalizações, uma a mais que o próprio Atlético. Na outra derrota com Coelho, para o Botafogo, foram 23 finalizações.

Aí vem a pergunta, até onde vai o papel do treinador? Colocar o sujeito na cara do gol, depois da troca de bola e da jogada toda construída não é o máximo que se pode fazer?

Até pouco tempo atrás, o Corinthians criava uma, no máximo duas chances de gol por jogo. Esta era a reclamação, por exemplo, de Mauro Boselli.

Agora as chances estão sendo criadas, o time está jogando ofensivamente. Perdeu por que então?

Neste domingo, especificamente, por um pênalti bobo, que poderia ser evitado, e por muitas chances de gol desperdiçadas.

Em um dado momento, o Corinthians teve os três centroavantes em campo, Love, Boselli e Gustavo. Então a bola parou de chegar. Por que? Coelho falou:

"A questão é que pra colocar três atacantes você precisa organizar bem o centro pra deixar a bola chegando om mais qualidade para os três atacantes, então tentei colocar o Pedrinho ali junto com o Vital, com a sustentação do Gabriel, o Fagner um pouco mais na frente, já que o Carlos tava sentindo. Mas enfim, no caso dos três atacantes a gente precisaria jogar um pouquinho melhor no meio para a bola chegar com mais qualidade".

Pois é, a bola não chegou. Aí, pra mim, é treinador. Coelho colocou os atacantes e desorganizou o meio. O time ficou trocando passes e não sabia o que fazer com a bola. Em um dado momento, o zagueiro Manoel chegou a tentar lançamentos.

Dali pra frente, pra mim, Coelho foi mal. Mas até ali, não. O time criou jogadas, tentou, finalizou. Depois disso, cabe a quem está em campo transformar as chances em gol.

Isso pode ser resolvido com treinos específicos, com aumento da confiança, e em último caso com troca de jogadores.

O treinador fez a parte dele. Por isso o otimismo.

Veja mais em: Dyego Coelho e Elenco do Corinthians.

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Por Marco Bello

Marco Bello é jornalista, apresentador e repórter da Rede Transamérica de Rádio, setorista do Corinthians desde 2009

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